terça-feira, 17 de novembro de 2009

Blogs profissionais – interesses e opinião

A popularização da internet abriu portas para boas idéias se transformarem em oportunidades. Não é de hoje que a internet é encarada como uma grande opção no mercado de trabalho. Por esse motivo, não irei esclarecer quando a internet passou de fonte de entretenimento para opção alternativa de profissão. Minha análise girará em torno dos “blogs profissionais” (blogs que visam o lucro).

Para quem não sabe, blog é uma página da internet na qual as pessoas escrevem notícias, piadas, poesias, opiniões, relatos da própria vida, enfim, escrevem praticamente qualquer coisa sobre qualquer assunto, desde que respeite as leis brasileiras que tratam da internet.

Por conta do jornalismo empresarial, que predomina nos grandes jornais, emissoras de televisão e de rádio e sites de notícias, os blogs tornaram-se a grande alternativa para o jornalismo livre, opinativo, interpretativo. Mas, se os blogs também estão sendo criados para gerar receita, ou seja, para gerar lucro, também não estão se tornando “empresa”? Estudo analisou a credibilidade dos blogs de não-jornalistas. Já para os blogs jornalísticos, vale uma análise própria .

Os blogs já estão sendo criados com objetivo de gerar lucro, o que deixa a notícia em segundo plano. Abordagens menos “interessadas”, que não são fomentadas por um ideal, são trocadas por breves lides de diversas notícias que, muitas vezes, o autor do blog nem leu.

Onde irá parar o jornalismo opinativo, então, se os blogueiros visam mais o lucro do que a crítica? Essa polêmica chegou até os jornais, como O Globo. Os grandes sites de notícias já passam por problemas de credibilidade desde que a internet se popularizou no Brasil, quiçá, surgiu; blogs, agora, passam pelo mesmo problema dos grandes portais de notícias.

A publicidade nos blogs ainda tenta encontrar maneiras de agradar os internautas. De gráficos passaram a textos, depois se transformaram em imagens e agora estão aparecendo em vídeo, mas a aceitação continua pequena. Devido a essa não aceitação dos navegadores da internet pela publicidade, muitas empresas estão pagando blogueiros para escreverem bem sobre determinado produto. São chamados posts patrocinados.

O internauta busca opinião e crítica, mas encontra merchandising em blogs, o que gera muita polêmica. Edney Souza, um dos blogueiros mais famosos do país, dá sua opinião sobre isso: “não sou contra esse tipo de post desde que deixe claro para o leitor e desde que o blogueiro não venda sua opinião”. veja a opinião do blogueiro Interney
Evidentemente que a maioria dos jornalistas e blogueiros é séria, o que ainda mantém blogs com um status critico opinativo. Não é o fim dos blogs e está longe de ser, mas essa análise deve ser feita por conta desse fenômeno econômico que vem atingindo os blogs. Fica a reflexão.

Ilustração: http://www.brogui.com/2008/01/27/como-ganhar-dinheiro-com-seu-blog-parte-2/

Felipe Santos

Dinheiro virtual

O mundo agora é digital e com o crescente poder de compra das famílias brasileiras é cada vez mais comum ver pessoas conectadas a internet. Com isso, surgiram as pessoas que ganham a vida apenas em frente ao computador. Com o advento da web 2.0, em 2004, as redes sociais passaram a ser o grande filão desta área.

E como dinheiro é bom, todo mundo gosta e quer é cada vez mais comum ver pessoas que lucram com a internet, em diversos ramos. A rede social é um destes ramos. Há diversas maneiras de ganhar dinheiro, desde vender amigos, atualizando para empresas ou pessoas que necessitem para auto-promoção até se vendendo para empresas e falando bem delas, sem na realidade conhecê-las.

O microblog twitter é um destes exemplos, avaliado em outubro em incriveis US$ 1 bilhão pelo site “TechCrunch”, um dos mais respeitados sobre o assunto. Sabe quanto de receita o twitter já gerou nestes dois anos de existência? ZERO dólares, mas vale UM BILHÃO de dólares.

O twitter é visto por muitos especialistas como a galinha dos ovos de ouro, mas só não sabem como fazê-la botar ovos. Contudo, os integrantes da rede social sabem muito bem ganhar em cima dele. Empresas, pessoas, candidatos e tudo mais promovem tudo que é possível pelo microblog. Diversos políticos possuem perfil no twitter para ficarem mais próximos de seus eleitores. Outro caso conhecido no twitter são os usuários que mesmo não sendo famosos, tem muitos seguidores e se vendem para empresas e fazem 'jabá' de certo produto. Como exemplo, temos o apresentador do CQC, da Rede Bandeirantes, Marcelo Tas, que faz publicidade em seu twitter.

É uma forma totalmente anti-ética de se ganhar dinheiro, afinal, a pessoa usa de sua credibilidade para iludir os seus companheiros e elogiar produtos que muitas vezes nunca viu em sua frente. Assim a marca é promovida de forma indireta e melhor ainda, por um 'usuário'.

Os usuários do orkut também encontram uma forma de aumentar a renda pessoal, vendendo publicidade em comunidade grande da rede social. Muitas comunidades com mais de 100 mil pessoas vendem o espaço de abertura da comunidade para empresas divulgarem seus produtos ou serviços. Querendo ou não, todos os usuários que acessarem a comunidade verão a propaganda ali. Comunidades como “Eu odeio acordar cedo”, com mais de 1 milhão de seguidores, aluga a página inicial da comunidade para alguma empresa divulgar a sua marca.

Há também as pessoas que são contratadas por uma empresa para manter as redes sociais atualizadas e entrar em contato com o usuários dos produtos e saber quais são as reclamações, reivindicações. Estes profissionais também fazem o papel de advogados online da empresa, ao verem tópicos, comentários ou algo que vá contra a imagem da empresa defendem-a como um usuário comum do produto, sem deixar claro que esta a serviço da empresa, ou então, assumem como um mediador em resolvem o problema do cliente que reclamou. Este caso em específico ocorre principalmente no orkut e twitter, mas também há casos em blogs.

Esta nova função, mais conhecida como RP 2.0, vem de acrescentar de forma positiva uma ligação maior direta entre a empresa e o cliente, fazendo com que a pessoa se sinta importânte e quase sempre tendo seu problema resolvido.

Dennys Marcel

Quadro negro pra que


Vinicius Domenique

A internet é um mundo obscuro em que muitas pessoas se perdem. Porém há também bons motivos para ficarmos conectado horas e horas. A rede traz o mundo para uma tela de computador, onde é possível ler jornais do mundo inteiro, conversar e conhecer pessoas que estão longe, fazer trabalhos e pesquisas online. E não para por aí. Com o sucesso do Youtube, muitas pessoas viram que podiam fazer vídeos explicativos do que elas sabiam.
A chamada vídeo-aula nada mais é do que uma gravação de um vídeo para ensinar alguma coisa e melhor: grátis. E essa “coisa” não tem limites. Na rede pode-se encontrar aulas de photoshop (separadas por níveis), instrumentos musicais, maquiagem e até origamis (dobraduras em papel), entre outras.
Para os que querem aprender a mexer no photoshop sem colocar a mão no bolso, o canal Iceflowstudios tem mais de um milhão de acessos, mas a explicação é em inglês, além de ser voltado para um público mais manjado no programa. E se esse for o problema, o canal Vempras123 ensina pronúncias e gírias para os iniciantes da língua inglesa.
Já para fazer origami nem será preciso saber falar japonês, o canal Jonakashima ensina a fazer as dobraduras sem falar uma só palavra. Esse é talvez o diferencial para que a barreira da língua não limite os “vídeonautas”. O cara é de São Paulo e já tem mais de 33 mil acessos no seu canal.
Ele é guru desde que começou a fazer vídeos. Uma conta de guru é um tipo de conta que pode lhe ser útil caso você goste de fazer vídeos que ensinam certas habilidades ou explicam como fazer alguma coisa.
Já o público feminino, as gurus de maquiagem são as que fazem mais sucesso. A americana MichellePhan tem 91 vídeos explicativos de como fazer maquiagem, combinar cores, truques e segredos para uma pele igual de celebridade. Seu canal tem mais de 1,3 milhão acessos do mundo inteiro e é a mais famosa entre todas as gurus. A brasileira AndrezaGoulart é a guru brasileira que tem mais inscritos e vídeos colocados na rede. São 213 em pouco mais de um ano de postagem. Além dela, a estudante de jornalismo Mariana (Viiixxxen) começou a fazer vídeos de maquiagem só para se divertir com as amigas. Falava tão bem da linha de maquiagem da O Boticário que ganhou um contrato para ser garota propaganda da marca em uma edição especial para a revista Capricho.
Se você também sabe fazer algo e quer ensinar as pessoas, basta ter uma conta de acesso no site e uma câmera filmadora. Quem sabe o próximo guru esteja lendo este texto?!











terça-feira, 3 de novembro de 2009

VoIP permite ligações gratuitas entre telefones fixos


Guilherme Júnior

Quem precisa usar o telefone com frequência sabe o quanto é caro se manter conectado. Quando se fala em ligações à distância, ou internacionais, os valores podem chegar a ser proibitivos. Mas quem não gosta de matar a saudade de um familiar, parente ou amigo que mora longe?

Uma das alternativas para não perder o contato é a bastante difundida tecnologia VoIP. Através de serviços como o Skype (http://www.skype.com) e outros com proposta semelhante, é possível falar gratuitamente com outras pessoas em todo o mundo, desde que possuam conta nesse serviço.

Apesar das vantagens e do grande número de usuários, estes serviços ainda possuem algumas limitações. É necessário ter microfone e fones de ouvido ligados ao computador para usar o sistema. Além disso, só é possível falar com as pessoas que estiverem conectadas. Em caso de emergência, isso pode não ser possível.

Algumas operadoras desse tipo de tecnologia, como a Just Voip e a Voip Stunt disponibilizam um serviço diferenciado: a conexão de telefones fixos comuns via VoIP. Dessa forma, é possível falar do telefone de casa com um amigo nos Estados Unidos, por exemplo, a custo zero. As empresas oferecem o serviço como um teste gratuito, com limitações de tempo de uso por endereço IP (registro que identifica cada computador na Internet).

O funcionamento é simples: o usuário digita o número de seu telefone fixo em formato internacional, incluindo código do país e de área. Em outro campo, digita o número do telefone de quem quer falar. Após um clique, em até 30 segundos receberá uma chamada. Após atender, é só aguardar o outro telefone realizar a chamada e sair falando.

Para facilitar ainda mais a vida de quem quer falar à distância, alguns sites disponibilizam acesso a diversos servidores. É o caso do site Ligar VoIP Grátis, que agrupa três servidores diferentes para realizar as ligações. Segundo o site, é possível realizar, em cada serviço, seis chamadas de até três minutos cada, o que permite até 54 minutos de ligações por dia.

Quem quiser aproveitar mais este tipo de tecnologia, pode procurar, além dos sites já citados, serviços como o Poivy, VoipRaider, ou ainda o site da Rede Ligadão, que agrupa quatro servidores de ligação VoIP via telefone fixo. É ligar e conferir.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Windows 7: o melhor pela sétima vez?

Marcel Pordeus Reis



Lançado o novo sistema operacional da Microsoft. Denominado Windows 7 – ou seven -, este chega como uma versão melhorada do anterior, o Vista. Interessante é que quando se fala em algum produto novo da empresa americana no mercado, ainda mais sendo esse produto imprescindível para o funcionamento do computador, parece que o mundo da tecnologia muda. A impressão que se tem – e é verdade, até por que quase a maioria dos computadores no Brasil roda com o software da multinacional da informática – é que não conseguimos viver no mundo virtual sem eles.


E essa dependência custa caro. O novo sistema chegou ao mercado na quinta-feira passada (22 de outubro) ao preço de R$ 330 (versão Basic). O valor ainda pode chegar a R$ 670 (versão Ultimate). O que muitas pessoas irão fazer ou já fizeram – e já não é novidade pra ninguém – é “utilizar” a pirataria. Ainda mais com o produto disponível nos camelôs um mês antes do lançamento oficial e com valor significativamente menor (de R$ 10 a R$ 20). Lembrando que o produto falsificado não oferece segurança alguma para o computador, e muitos menos as ferramentas de suporte.


A preocupação da Microsoft em tornar o novo sistema mais fácil para o manuseio é notória. Tanto que utilizaram uma menina de cinco anos como garota-propaganda no lançamento oficial em Nova York para mostrar que o Windows 7 nada lembra o Vista.
Pode-se dizer que esta nova versão não faz muito sacrifício em melhorar a segurança do usuário com a internet, mas sim em evitar inconvenientes. Os alertas – odiado por muitos que utilizavam o Vista – não aparecem com tanta freqüência.


Mas a funcionalidade é o que cerca o Windows 7. Novos grafismos, opção de tela sensível ao toque, e requisito mínimo menor para poder instalá-lo no computador são algumas das melhorias nesse novo sistema.



Veja os detalhes do novo lançamento da Microsoft:






terça-feira, 7 de outubro de 2008

Existirá uma pedra no meio do caminho?


Raphael Diegues
Quem nunca na vida teve algum momento de dúvida e precisou recorrer a ele? O nome de um antigo presidente, uma foto de uma catedral católico-ortodoxa iugoslava, ou até mesmo descobrir se aquela palavra tem acento. Para qualquer tipo de uso, ele sempre esteve lá para apoiar a massa necessitada de informação, e em alguns casos, desinformação também.

Afinal, até hoje as palavras mais desejadas pelos usuários são as que remetem a bandas famosas, ou personagens da vasta cultura pop que compõe nossa sociedade. Entretanto, usado para o bem, ou para o mal, o que importa é que seu poder transcendeu além do limite esperado pelos próprios criados, a tal ponto de certas pessoas criarem teorias da conspiração contra ele.

Desenvolvido nos idos de 1998, quando os então universitários Larry Page e Sergey Brin abriram numa garagem o primeiro escritório, daquilo que um dia se tornaria a grande coqueluche dos empresários e funcionários atualmente.

Com o passar dos 10 anos de vida, muitos prêmios, mudanças e novas tecnologias compuseram seu vasto cabedal de opções. Isto fez com que ganhasse novos olhares dos gigantes concorrentes, que pareciam adormecidos e despertaram furiosamente de seu sono sepulcral. E assim a guerra começou.



Diversas e inimagináveis vertentes foram tomadas pela briga, que o levou a batalhas em campos desconhecidos, como a criação de aplicativos de fácil manuseio para o usuário e programas para a navegação no vasto mundo que é a web.

Seja qual for o futuro previsto para ele, o que importa é que mudou o comportamento e o modo de pensar de uma sociedade, de maneira que se divide a história da humanidade entre antes de sua criação, e depois dela.

Talvez não seja para tanto. Todavia, num futuro próximo, seja qual for o que desejamos, ele estará lá para nos ajudar. Ou não, um dia as teorias talvez estejam certas, e seremos dominados por ele, o Google.

Colaboraram Camila Rodrigues e Larissa Coelho

terça-feira, 10 de junho de 2008

Tem um sofá aí para mim?

Matheus Costa



Você não o conhece. Você nunca o viu na vida. Mas ele abre sua geladeira, come sua comida, pega uma camiseta emprestada se precisar e, no fim das contas, dorme no seu sofá. Parece loucura, mas tem muita gente entusiasmada para receber desconhecidos em sua casa, com muita hospitalidade. E também há muito viajante querendo cada dia acordar em um sofá diferente.

E havia tanta gente interessada nisso que acabou virando um site de relacionamentos, como o Orkut e o Facebook, por exemplo. É o CouchSurfing – sufe de sofá, em inglês –, um espaço criado para unir o mochileiro com seu anfitrião (e, claro, um respectivo sofá onde o mochileiro dormirá). Mas enquanto o Orkut pergunta “Quem você conhece?”, o CouchSurfing é mais ambicioso: “Got Couch?” ou, em português, “Tem um sofá aí?”.

No filme “Casa Vazia”, de Kim Ki-Duk, o personagem Tae-Suk invade – civilizadamente – alguma casa em que os donos estiverem em viagem, e ali vive por um tempo. Come, dorme, toma banho. Em troca, conserta aquela tomada quebrada que você ficou de trocar faz tempo e esqueceu. No caso do CouchSurfing, o viajante é obrigado a oferecer outra coisa: tempo para bons momentos.

A proposta do site é mais do que oferecer hospedagem de graça, o que já seria bom. A intenção é criar um intercâmbio cultural entre pessoas de todo o mundo. Em cada experiência de hospedagem, as pessoas conversam, discutem, ensinam algo novo e criam amizades verdadeiras. Até hoje, quase 35 mil pessoas se tornaram amigos na vida real após se conhecerem no site.

Além da proposta, a diferença do Couchsurfing para outros sites de relacionamento é o nível de segurança proporcionado aos que pretendem emprestar um sofá ou pedir um cantinho emprestado em casa alheia. Como o site não tem fins lucrativos, tudo é gratuito, exceto um “certificado de confiabilidade”. Ao fazer o pagamento desse item, via cartão de crédito o Couchsurfing descobre se a pessoa realmente é ela mesma, e envia uma carta com um código de segurança para o endereço declarado, garantindo que o lugar existe.

Tudo começou quando Casey Fenton, o fundador do projeto, faria uma viagem à Islândia mas não queria ficar em hotel ou albergue sem com quem conversar ou alguém para apresentá-lo ao país. Ora, descolou uma lista de estudantes e enviou um e-mail a muitos deles perguntando: "Estou indo aí, posso dormir na sua casa?". A surpresa foi receber tantos “sim!" que teve de dizer “não” para muitos. Daí decidiu criar uma rede para esse tipo de pessoas, em que a filosofia é: “Vamos criar um mundo melhor um sofá de cada vez”.